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    pequena empreendedora

    desde que a lis é bem pequena a gente organiza e separa os brinquedos para doar ou jogar fora, desatolando o quarto e fazendo circular os brinquedos pouco brincados ou muito, mas que já passou o interesse.  ai aconteceu que no ano passado, numa separação dos ursinhos de pelúcia lis quis vender alguns. para minha surpresa.

    foram 16 ursinhos separados. lis tinha 6 anos.

    pensei um pouco…lembrei que quando eu tinha uns 8, 9 anos vendia alguns gibis na avenida aqui mesmo na praia do cassino, morava aqui quando tinha essa idade (olha hoje tudo acontecendo mais cedo e rápido com as crionças). pensei no tanto de coisas que lis sempre doa. pensei nos presentes que lis faz para as amigas, com coisas dela ou feitos por ela (e curtia embrulhar!)

    e topei essa.

    combinei com ela que iríamos pra avenida um dia vender os ursinhos,  e combinamos um preço simbólico de $2 por cada. a ideia era se livrar deles, não ganhar dinheiro propriamente dito.

    e assim foi. fomos para a avenida num dia de primavera, colocamos uma canga no chão, os ursinhos em cima. ela fez uma linda plaquinha anunciando sua venda, a BFF chegou lá para ajudar e a venda foi um sucesso.

    voltaram somente dois ursinhos para casa, que depois foram doados.

    ai outro dia ela quis vender pulseiras que ela faz daquelas liguinhas de silicone num

    churrasco na casa dos amigos. ok, vendeu alguma coisa, fez algumas encomendas pra família, eu comprei umas.  ai quis vender um dia na pracinha também, fomos, e nesse dia ela não vendeu nada. o que também foi ótimo, pra entender que isso também acontece com quem se propõe a vender qualquer coisa.

    começo do mês quando voltamos de viagem, eu voltei numa loucura aquariana de mudar as coisas de lugar e exercitar o desapego (desapego sincero que eu chamo) e os livros da lis foram o alvo também (como todo restante da casa está passando pelo crivo): uma pilha para doar, uma pilha para ficar e outra para vender. 16 livros (esse número de novo) para vender. organizamos os preços e no sábado, quando expus na feira hippie do amaré, lis, que naturalmente já iria comigo, resolveu que ia expor também. fez uma plaquinha de novo, carregou os livros e a canga numa bolsa, e fomos.

    chegamos lá, eu arrumando a banca da crybaby e lis arrumando a “vendinha de livros da lis”.

     foi sucesso. teve adulto e teve criança comprando. voltaram 6 livros para casa, e o combinado é que vão para a pilha da doação.

    fico preocupada em como ajudar a lis a estabelecer uma relação legal com o dinheiro, e com os desejos também. a tv atrapalha muito nisso, transformando as crionças em “quero-queros” que querem tudo que vêem na propaganda (obrigada, netflix!). e o dinheiro e o custo das coisas não entram nessa conta.

    essas vendas têm ajudado  lis a compreender isso.

    ela fica toda orgulhosa das vendas que faz, e o dinheiro vai pro cofrinho e vira picolé, figurinhas, presente para ozamig@s, até uma crybaby para uma amiga ela já quis pagar – e pagou.

    e por ai, como é a relação das crianças com o dinheiro?

     

     

     

     

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